O que fazer em Phnom Penh

Escolhi o Camboja para ser o destino da minha lua-de-mel. Tinha acabado de me mudar para Bangladesh e tive pouco tempo para programar uma viagem muito elaborada. Pesquisando os países asiáticos percebi que o Camboja e sua capital, Phnom Penh, seria uma ótima opção pois prometia ter tudo que eu gosto: história, beleza natural e arquitetônica, praia paradisíaca e pouco explorada e o melhor, barato e fácil de ir de um lugar para o outro dentro do país. No final da viagem não poderíamos estar mais apaixonados por esse país incrível e nesse post vou te contar um pouco porquê.

O QUE FAZER EM PHNOM PENH, A CAPITAL DO CAMBOJA

Chegamos pela capital, Phnom Penh. Na maioria dos sites que pesquisei li que não havia muito o que fazer por lá. De fato, de atrações turísticas, em dois dias você consegue ver tudo. Mas a cidade tem um encanto além disso. A começar pelos cambojanos que são possivelmente as melhores pessoas do mundo! A cidade tem todas as características do sudeste Asiático: trânsito louco, muitas scooters, buzinas, muitas pessoas, sujeira e comida de rua. Mas ela também tem construções lindas por todo lugar, restaurantes deliciosos, baratos e aqueles hotéis maravilhosos que você acha que nunca vai conseguir pagar, mas na verdade você pode!

Passamos dois dias inteiros por lá. No primeiro dia montamos um roteiro para conhecer os pontos turísticos, e no segundo aproveitamos para nos perder pela cidade e descobrir cantos novos. Contratamos um tuk-tuk no nosso hotel para fazer um day-tour. Os hotéis sempre têm parcerias com motoristas e os preços costumam ser melhores do que com os tuk-tuks da rua. Nós falamos os lugares que queríamos ir, e o guia/motorista montou a rota. O dia todo custou 35$.

 

THE KILLINGS FIELDS

Phnom Penh
Monumento com caveiras encontradas pelo campo de concentração.

Nosso primeiro ponto foi o mais distante e mais pesado do dia. O nome já demonstra que a história do lugar não é bonita. The Killing Fields foi um dos campos de concentração do Regime Militar do Khmer Vermelho na década de 70 (sim, bem recente e a gente pouco sabe sobre isso). Milhões de cambojanos foram assassinados em conjunto nesses campos de “trabalho”. O lugar é muito bonito, mas não condiz nada com o que foi vivido ali. Recomendo o filme “First they killed my father”, dirigido por Angelina Jolie, sobre esse golpe para entender melhor o que aconteceu por lá.

Phnom Penh
Pulseiras deixadas em homenagem aos mortos no genocídio.

Na cidade também tem um museu que conta um pouco mais sobre a história do genocídio, mas saímos tão pesados do campo que preferimos não ir. No tour você escuta um áudio de um sobrevivente que relata o que acontecia em cada canto do campo. A entrada custa só 3$. Apesar de ser bem pesado, recomendo bastante esse tour, pois considero muito importante conhecer a história de cada lugar.

NATIONAL MUSEUM

Phnom Penh

Seguimos para o National Museum, que já fica no centro da cidade. O museu tem o maior acervo de artefatos do Império Pré-Khmer, do período do Khmer e alguns itens pós império. No museu você já consegue ter um gostinho do que vai ser visitar o Angkor. Confesso que o que mais nos encantou foi a arquitetura do museu e o seu jardim central.

A entrada do museu custa 5$ para estrangeiros de 10-17 anos e 10$ para estrangeiros acima dos 18. A noite acontece um show de danças tradicionais que também é lindo! Os ingressos custam 15, 20 ou 25$ dependendo do assento. Super recomendo!

ROYAL PALACE

Phnom Penh

Antes de chegar ao Royal Palace, fizemos uma pausa para almoçar num restaurante na orla do rio Tonle Sap. Nosso tuk-tuk que nos levou lá, aqueles contatos que os guias sempre têm, né? Comida local, com preço bom e ótima vista!

Phnom Penh

O Palácio é a moradia da família real. A parte aberta à visitação não é a parte que eles moram né, mas é incrível! Os detalhes simétricos, coloridos e brilhantes são impressionantes! O passeio custa 10$. Detalhe importante: por conter templos no complexo é preciso estar com a roupa adequada. Na porta mesmo eles já fazem essa triagem. Eles exigem joelhos e ombros cobertos. Eles alugam sarongues na porta, para quem estiver de short, mas não costumam deixar entrar com o ombro de fora. Então é bom já ir preparado!

CENTRAL MARKET

Phnom Penh

Já no final do dia, fomos no mercado central, onde você encontra de tudo! Tem artesanatos, falsificações, pratas, pedras, roupas, comida, tudo! E o melhor: incrivelmente barato! Eles sempre perguntam quando você quer pagar e vão negociando o valor. Encontrei anéis e cordões de prata lindos e por preços incríveis. Eles vão quase atrás de você para fazer a venda, então se não quiser comprar, é melhor nem perguntar ou nem ir até lá! Haha

Finalizamos a noite no show lá do National Museum e voltamos mortinhos para o hotel. Ah, ficamos no hotel Mango Bellana Healling Hotel. É bem localizado, o quarto é ótimo, funcionários atenciosos, café da manhã incluído e é uma gracinha! Pagamos 40$ a diária.
No dia seguinte passeamos pela orla do Rio Tonle Sap e foi super gostoso, tirando o calor haha. Faz MUITO calor no Camboja e claro, em Phnom Pehn. Fomos no final de fevereiro-início de março, que é o período de seca, mas as temperaturas ficam super altas! Levem roupas leves!

Existem cruzeiros que atravessam o Rio em direção há ilhas e vilarejos por ali, e alguns que saem mais tarde para ver o pôr-do-sol, mas não fizemos nenhum passeio pelo Rio, só pela Orla mesmo. Seguimos andando e encontramos uma praça enorme, bem na frente do National Museum, onde estavam rolando várias atividades: feira de artesanato, exposição de fotos, uma tenda que mostrava o processo de tecelagem todo na prática e mais umas outras tendas com atividades para crianças. Só comprovando que sempre vale a pena reservar aquele dia para “se perder” pela cidade. Fechamos a capital com chave de ouro!

NIGHT MARKET

A noite fomos ao Night Market, mais uma grande feira que tem de tudo um pouco, especializada em réplicas, bugigangas e muita barganha haha. Tem várias barraquinhas de comida também, a vibe do lugar é sentar nas esteirinhas no chão e comer por ali com a galera.
Do lado da feira saem os ônibus para as outras cidades. O Camboja tem os “night bus” que são ônibus com cama! Não tem cadeira, só caminha mesmo. É bom que eles saem de noite, o que economiza noite de hotel e você não perde dia de viagem se locomovendo.

Phnom Penh

Para quem estiver viajando sozinho: na hora de comprar, certifique-se que sua cama é individual. Tem alguns ônibus que a cama é tipo casal, mas também tem camas individuais. Na hora de escolher o assento no site mostra quando a cama é dupla ou individual. Mas se comprar pelo hotel, pede para confirmar antes para não ter surpresas na hora!

Sugestão de restaurante: VIBE – um vegano, orgânico que virou um dos meus preferidos da vida em Phnom Penh! Pena que só tem no Camboja haha (tem em Siem Riep também). É um pouquinho mais caro que os locais, mas vale a pena!

 

Minha dica é: visite Phnom Penh! O trânsito é caótico, as calçadas são ocupadas por barraquinhas de comida, por pessoas dormindo em rede, por carros – ou por qualquer outra coisa, menos pedestres – não tem muitas belezas naturais, mas lá você consegue ver a força do cambojano, que tem na sua bagagem um dos piores genocídios da história, mas segue sorrindo e correndo atrás do crescimento do país da maneira que podem.

 

 

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