Dicas práticas de Santiago do Chile

Dia 13 de Agosto de 2018 aterrissamos em solo chileno e exploramos Santiago, arredores e o Deserto do Atacama! Quem segue a gente lá no Insta @mapadesonhos acompanhou o overposting que foi e agora aqui no blog vai ter chuva de conteúdo nas próximas semanas, a começar por esse post inicial em parceria com a Chile Já, com dicas práticas de Santiago do Chile! Vem comigo 😀

COMO CHEGAR EM SANTIAGO

Dicas práticas de Santiago do Chile

Quando meu irmão perguntou quanto tempo levava pra chegar em Santiago, ele ficou surpreso com a minha resposta: um pouco mais do que uma viagem de ônibus Rio-Búzios! Do Rio de Janeiro ou São Paulo saem vários voos diretos pela Latam e pela Gol, em direção à Santiago do Chile, com duração média de 4 horas.

Facilmente você encontra promoções de passagens pra lá, dependendo da época, por R$700-900 ida e volta; uma outra opção é fazer como eu e usar milhas pra chegar lá. Pela Smiles, eu resgatei cada trecho por 30.000 milhas – foi um pouco mais alto do que o normal, mas como fui em alta temporada, não reclamei! Já na Latam, onde minha amiga (que viajou comigo) Karina comprou, o trecho ficou em torno de R$550 já com as taxas.

DICAS PRÁTICAS DE SANTIAGO DO CHILE – QUANDO IR?

Dicas práticas de Santiago do Chile

Essa resposta depende muito do que você procura e espera encontrar na cidade. Santiago deve ser linda e dinâmica o ano todo, mas brasileiro quer mesmo é ver neve né? Então, a dica aqui é se programar pra ir de meados de Junho até meados de Agosto – nesse período a neve é mais garantida e é quando as estações de esqui estão abertas.

Já se o seu intuito é ver a colheita das uvas, visitar muitas vinícolas e aproveitar o verão, vá no finalzinho de Janeiro até Fevereiro. De Outubro até começo de Janeiro as temperaturas são mais amenas, a cidade está super florida, e os dias se tornam mais longos, o que seria uma boa pedida também!

QUANTOS DIAS DEVO FICAR?

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Eu admito, depois de ler vários blogs, planejei apenas 2 dias para a cidade de Santiago em si e mais 4 dias para outros passeios e me arrependi! Santiago é uma cidade linda, com uma infinidade de coisas e lugares para conhecer, merece um mínimo de 3-4 dias para ser explorada com calma, admirando cada espaço.

Se eu fosse você, dividiria meus dias assim ó:

  • 3 dias inteiros para passear pela cidade;
  • 2 dias para conhecer as estações de esqui;
  • 1 dia para Cajón del Maipo;
  • 1 dia para visitar duas vinícolas;
  • 1 dia para visitar Viña del Mar e Valparaíso (especialmente se você for no verão).

Uma dica aqui é: planeje sempre uma estação de esqui com um dia de espaço entre a outra, pois é muito cansativo – você acorda super cedo, brinca o dia inteiro, chega ‘morto’ no hotel. Ou seja: vá um dia à Farellones, no outro dia fique na cidade, no terceiro dia vá a El Colorado, por exemplo.

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VISTO E IMIGRAÇÃO

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Brasileiros não precisam de visto para entrar no Chile, por conta do Mercosul. Você pode tanto viajar com o seu passaporte (desde que ele tenha validade de pelo menos 6 meses a contar da data da sua viagem) ou então usar sua cédula de identidade. A pegadinha aqui é que ela precisa estar em bom estado de conservação e ter sido emitida até 10 anos atrás.

Enquanto o avião se aproxima da cidade, as comissárias entregam um formulário de imigração que você deve preencher e entregar aos funcionários do PDI (Policía de Investigaciones de Chile). Eles te darão um papelzinho de entrada que é muito importante – guarde-o bem seguro que você irá precisar dele na saída e também para economizar alguns pesos na sua hospedagem! Vou falar disso um pouco mais pra frente 🙂

DICAS PRÁTICAS DE SANTIAGO DO CHILE – LÍNGUA

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O idioma oficial do Chile é o espanhol – dã – porém: não conseguia entender quase nada que eles falavam! hahahaha
Juro, é um espanhol um pouco “enrolado” e rápido, então eu pedia sempre que possível pra pessoa em questão falar um pouco “despacio” (devagar) e aí sim conseguia entender.

Mas, o lado bom pros enrolados no espanhol como eu é: o Chile é lotaaaaado de brasileiros! Por onde você anda você escuta português, seja turista, seja atendente do restaurante, seja o guia da excursão. Então dá pra se virar bem com o famoso portunhol! Cardápios e lugares mais turísticos costumam ter tradução para o inglês também, então ficar sem entender a gente não fica 🙂

CÂMBIO E MOEDA

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A moeda do Chile é o Peso Chileno, e em Agosto de 2018, durante a nossa viagem, a cotação estava girando entre 158 a 162 Pesos para cada Real. Recomendo comprar seus pesos na Calle Agustinas, no centro de Santiago, e em casas de câmbio conhecidas, como Laser, Afex, JCM e Brollano. O Dólar estava valendo em torno de 660 Pesos nessas mesmas casas.

A cotação entre uma e outra não costuma variar tanto; o que é vantagem é trocar uma quantia maior de dinheiro por vez, que aí sim você consegue negociar uns pesinhos a mais. Na época da minha viagem, o dólar milagrosamente estava R$3,86 já com IOF, então fiz as contas e decidi comprar dólares no Brasil e foi um bom negócio. Se você conseguir, na época da sua viagem, comprar o dólar abaixo de R$4, provavelmente vai compensar levar essa moeda pra lá!

SEGURO VIAGEM

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Como eu e Karina íamos nos aventurar nas estações de esqui – e posteriormente no Atacama – fizemos um seguro viagem especial para esportes radicais.

Se você optar por um plano ‘normal’, como o que alguns cartões de crédito oferecem, ele provavelmente não cobrirá acidentes por esportes como o esqui, então a dica aqui é fazer um seguro especial – nós fizemos o AC 35 Inter da Assist Card, no nosso parceiro Seguros Promo.

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DICAS PRÁTICAS DE SANTIAGO DO CHILE – ONDE SE HOSPEDAR

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Nós ficamos hospedadas no limiar entre o Microcentro e Providencia, numa localização bem tranquila e ao mesmo tempo perto de tudo. Caminhávamos menos de 20 minutos e estávamos em diversos parques, perto do Patio Bellavista e tudo o mais.

Os bairros mais recomendados são:

  • Centro: aqui você consegue fazer muita coisa a pé e consegue preços mais em conta nas diárias, também encontra restaurantes mais econômicos e acesso fácil ao metrô;
  • Bellavista: se você curte um burburinho, agitação, uma pegada mais turística e animada, esse é o seu bairro. Aqui você fica pertinho da Rua Pio Nono, perto do La Chascona, do Cerro San Cristóbal;
  • Providencia: curtimos muito estar perto do Patio Bellavista mas fora da badalação, do Parque Bustamante e a poucos minutinhos de carro da região do Costanera Center. Os preços aqui são bem tranquilos, pagamos no nosso AirBnB por exemplo R$1.070 por 6 diárias.
  • Lastarria: nos pareceu um bairro mais boêmio, mais pitoresco, com muitos bares, artistas na rua, cantinhos fofos. Fica perto do Cerro Santa Lucía e tem boas opções de hotel boutique.

Lembra do papelzinho que o PDI te entregou? Guarde bem, pois você como turista (e comprovando essa situação através do papelzinho) não precisar pagar os 19% de IVA que os hoteis no Chile cobram dos residentes. Esse valor costuma estar embutido no preço da diária, mas quando fizemos nossa reserva através do Booking (para o Atacama) ela estava especificada à parte. Então para os hoteis vale a pena levar dólares ou pagar com cartão de crédito – pensa comigo: se temos que pagar imposto, melhor que seja os 6,38% de IOF do que 19% de IVA né?

COMO SE LOCOMOVER PELA CIDADE

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Vou ser sincera – queria muito ter usado o metrô de Santiago, que dizem ser super fácil, rápido e eficiente. Mas fazendo as contas, como estávamos em duas, quase sempre valia a pena usar Uber ou Cabify. Nos hospedamos a um pouco mais de 1km do Patio Bellavista, então nossa localização era bem boa – geralmente caminhávamos até o local de destino ou então pegávamos um Uber.

Nenhuma das nossas corridas deu mais de 2.500 Pesos – o equivalente a mais ou menos R$16. O único porém é que os aplicativos não são legais na cidade, então o motorista sempre nos pedia que uma de nós sentasse no banco da frente para evitar problemas.

Mas pra quem quiser se aventurar, o metrô de Santiago conta com mais de 7 linhas e 120 estações e é considerado o melhor sistema de metrô da América Latina! As tarifas são divididas por horários e você consegue ter um panorama mais detalhado nesse post incrível do Robson, do Um Viajante.

O único modo que não é recomendado – seja por locais ou por outros viajantes – é o táxi comum. Assim como na Argentina, os taxistas têm fama de enrolar os passageiros (ainda mais quando percebem que é turista) e inclusive de repassar notas falsas, então evite!

SE VESTINDO PARA O FRIO

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Aqui no blog a gente tem um post completíssimo sobre como se vestir para o inverno europeu mas que super serve para outros destinos gelados, como o Chile.

Algumas adaptações foram feitas para essa viagem – eu costumo sempre ver a previsão do tempo para os dias em que vou ficar em cada cidade, então na época da minha estadia, a previsão era de mínima de 2ºC e máxima de 22ºC na maioria dos dias, então durante o dia esquentava um pouco e o sol era forte. Optamos pelo combo: blusa segunda pele + blusa normal (aquela que você quer que saia nas fotos) + fleece + casaco corta-vento ou sobretudo por cima.

Em Santiago usamos meias térmicas e uma bota comum de cano curto e super deu conta. Já para os passeios de neve e pro Atacama, usamos botas de neve, com solado mais grosso de borracha, revestida internamente de lã e foi mais que suficiente!

para esquiar ou brincar na neve, as opções são muitas: caso você já tenha casaco e calça impermeáveis, é super válido levar, pra que você se sinta mais confortável nas brincadeiras. Se você não tiver e pretende fazer outras viagens para o frio, recomendo comprar – bons casacos e calças são artigos um pouco acima da média de preços, mas são investimentos – tenho casacos que comprei na Europa em 2015 e estão como se fossem novos! No finalzinho da Calle Bandera (indo pro Mercado Central), você acha casacos de frio e de neve em torno de R$120 em brechós e lojas de ponta de estoque.

Agora, se você não liga muito pra esqui e acha que vai ser uma experiência de um dia, as agências levam os turistas em lojas de aluguel de peças – uma roupa de esqui completa (com calça, casaco, bota e luva) sai em torno de 40.000 – equivalente a R$250 – e cada peça por 7-8.000 cada uma.

COMO É O CLIMA NO CHILE

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Quando estiver montando sua mala para o Chile, preste bastante atenção: leve tudo que tiver para manter sua hidratação! O ar do país, em geral, é bastante seco, então logo que chegamos já sentimos diferença nos cabelos, na pele e no nariz.

Capriche nos cremes leave-in para cabelos, leve soro fisiológico para o nariz (o meu chegou até a sangrar), Bepantol ou Cicaplast B5 para os lábios (os meus ficaram rachados numa rapidez incrível!) e um creme hidratante potente para o corpo, como o que possuem ureia. Leve também um protetor solar com FPS alto, como 60, porque o frio engana mas o sol bate com tudo, principalmente nos dias de passeio à neve (que reflete e queima muito mais!).

E lembre-se: beba muita água. Todos os dias saíamos de casa com garrafas de água de 1,5 litro cheias na mochila e sempre voltavam vazias.

VOCÊ QUER BRINCAR NA NEVE?

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Vou ser do contra e falar logo: se você não esquia, não vá ao Valle Nevado! Pela minha experiência, o Valle Nevado é lindo, tem uma estrutura incrível porém não é o local ideal para iniciantes ou curiosos no esqui. As pistas que eles chamam de iniciante são bastante íngremes, você pega uma velocidade bizarra nelas e a chance de cair (como eu!) é enorme.

Se você já tem alguma experiência esquiando, aí sim deve valer muito a pena – o lugar é muito bem preparado para esquiadores, possui uma infinidade de pistas, de vários níveis. Agora, se você quer mesmo é brincar, fazer um Olaf e um anjinho na neve, recomendo fortemente Farellones. Veja neste post como escolher a estação de esqui ideal para você!

Voltando no tempo, eu com certeza teria feito dois dias em Farellones: lá você tem tubbing, tirolesa, trenó na neve, pistas de iniciantes reais e uma estrutura de apoio ao turista melhor do que no Valle. 

COMIDINHAS LOCAIS

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Eu sou #aloka das comidas e logo quando escolho um destino de viagem já vou logo fazendo uma listinha de comidas locais pra provar. A comida do Chile é bem parecida com a do Brasil, então a gente se adapta super fácil aos quitutes locais.

Não deixe de provar quando estiver por lá:

  • Chorrillana – é essa da foto; nada mais é que batata frita, com carnes (pode ser carne vermelha, frango, linguiça), cebolas e ovo frito por cima, pra compartilhar com os amigos;
  • Pastel de choclo – é como se fosse um escondidinho de carne (ou frango) só que ao invés de batata, usa purê de milho;
  • Lomo a lo pobre – um filé, com cebolas, ovo frito e batata frita;
  • Completo – o famoso cachorro quente chileno, acompanhado de muita maionese e palta, o abacate, que vem em forma de creme;
  • Empanadas – a mais comum é a de pino, que contém carne moída, ovo cozido, cebolas e passas. E sempre vinham em tamanhos enormes!
  • Torta três leches – uma torta muito comum no país, feita de leite condensado, creme de leite e ‘leche evaporada

Uma curiosidade: em quase todos os restaurantes que fomos – tanto em Santiago quanto no Atacama – recebíamos como ‘entradinha’ um potinho com o pebre (o nosso vinagrete) e alguns pãezinhos. Em nenhum deles nos foi cobrado um valor por isso!

Já no quesito bebidas, experimente alguns dos mais conhecidos:

  • Terremoto – consiste em sorvete de abacaxi, vinho branco de mesa e tem duas versões: uma com fernet (uma bebida alcoolica amarga) e uma com grenadine (um licor de romã, que faz o drink ficar avermelhado);
  • Suco de framboesa – parece bobo, mas é uma delícia, da fruta mesmo, super raro de encontrar no Brasil mas que lá tem aos montes;
  • Pisco sour – provamos a versão peruana (que contém angostura) e a versão chilena; ambos são feitos com pisco (um destilado de uva), limão, açúcar e clara de ovo. Preferi, infinitamente, o chileno! hehe
  • Mote com huesillos – esse eu não tive coragem! É feito de açúcar, canela, um pêssego inteiro em conserva e um tipo de trigo (o huesillo). Parecia muito doce e o pêssego no final não me animou muito! 😛

 

Curtiu nossas dicas práticas de Santiago do Chile? Cola aqui no blog que nas próximas semanas vamos ter uma série de posts recheados de informações, passeios e mais dicas fresquinhas de quem acabou de chegar de viagem 🙂

 

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Sou carioca, tenho 32 anos e junto com meu marido Leandro já visitei 24 países e mais de 120 cidades. Trabalho com produção de eventos e tenho verdadeira paixão por viajar, conhecer novas culturas e compartilhar experiências!

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